Monday, January 17, 2011
Eu nem precisei falar nada e nem você. Nada ficou explicito e tudo foi entendido. Eu pensei em você, muito, e você me ligou. Eu entendi a sua ânsia pela voz. Tudo correu ao seu tempo e ai a gente se viu. Nada foi dito, eu te olhei e acho que você sentiu o tamanho da saudade. Perdurou a tensão do não-resolvido, tudo na mais tranquila calma. E enquanto você falava algo que eu nem lembro mais o que era (pois eu olhava sua alma e não escutava bem o que você dizia), eu me entreguei com um olhar e tudo ficou entendido. Com rubor no rosto você entendeu, com timidez e vontade eu entendi. O acontecimento em potencial foi entendido e nada foi resolvido. Acho que entre você e eu nunca haverá um ponto final
pra minha amiga Manu
Duas almas se encontraram, duas almas viajaram, duas almas se ajudaram.
Enquanto tudo aquilo acontecia, entre ruas e montanhas, dentro dos bares e restaurantes. Enquanto conversavam, tiravam fotos bebiam e comiam, na verdade eram suas almas que se entendiam. Sintonia fina. Duas almas que sorriam, amigas, em meio aquela multidão de vidas.
As duas almas coloriram-se, duas almas hermana, lindas, chiques e elegantes!
Enquanto tudo aquilo acontecia, entre ruas e montanhas, dentro dos bares e restaurantes. Enquanto conversavam, tiravam fotos bebiam e comiam, na verdade eram suas almas que se entendiam. Sintonia fina. Duas almas que sorriam, amigas, em meio aquela multidão de vidas.
As duas almas coloriram-se, duas almas hermana, lindas, chiques e elegantes!
Sunday, December 26, 2010
MEU DEUS
Meu deus, já ta tudo tão aí
E eu querendo descobrir o segredo do mundo
Já ta tudo tão aí e e’ tão explicito
E eu que tantas vezes me faço cega e me cubro com um véu de não-querer-ver
Mas pra que meu deus?!
Se e’ tudo tão dilacerante
Que me dilacerem as entranhas , pelo amor de deus
Que aí eu vivo mais
Monday, December 20, 2010
Pela janela
Um homem na beira
olhava o mar distante
um cachorro vagabundo
andava pelos restos da feira
uma mulher e seus dois filhos
caminhavam pelas calçadas
eu estava em casa, no meu apartamento
e olhava tudo de cima
foi então que aconteceu
o vento soprou
um raio de sol tornou o mar cintilante
um berro foi ouvido a quilómetros de distancia
e a vida me entrou, assim,
escancaradamente pela janela.
Thursday, October 22, 2009
Tuesday, March 10, 2009
dentro e fora
Primeiro era larva encasulada. Depois lagarta a céu aberto, amedrontada com tantos olhos que a observavam. Agora é borboleta que se concentra no mais intimo de seu ser para levantar vôo. Olhem, podem admirar a sua beleza, pois que já não há mais nela o medo de outrora, sua força é outra. Ela troca com o mundo as cores, as texturas e as formas de suas lindas asas...
Friday, March 06, 2009
sexta-feira
E então, era o seguinte: eu estava negando o que tinha de visceral, entendeu? A Raiva era e é visceral, eu ficava negando, entende! Como se estivesse tudo bem, sempre... Raios, não está tudo bem sempre, será que eu não vou conseguir entender isso nunca?Não tenho que ficar tentando que tudo fique bem sempre, sabe. Acho que hoje valeu só pelo reconhecimento de que nem tudo são ou devem ser flores...até porque hoje o meu corpo gritou depois daquele simbólico soco no estômago mal digerido. Porque a distância é grande entre o que me rodeia e o que eu crio aqui dentro e nem eu sei onde vai dar. E isso é uma coisa que tem de ser mudada. Isso me apareceu a tarde toda como algo presente, mas indiferente, não consegui sentir de fato, só explicar para mim mesma racionalmente enquanto a aula corria. Maldito “racionalmente”. Foi quando eu percebi que aquilo não podia ser indiferente para mim. Isto é horrível, é algo que não quero mais viver, essa distância...mas preciso fazer alguma coisa se pretendo mudar. Bom, que seja começando pelo sentir o que aquilo me provoca. O que me veio foi raiva, foi impotência. Como é difícil tudo isso, mas ao mesmo tempo sentir isso não deve vir com o “oh, como estou sofrendo”. Não, não deve. Tai, mas uma dificuldade, tá difícil até de respirar desse jeito. O que é artificial e o que não é? Sim, o corpo gritou e está gritando. Na volta, o ônibus parou por uma hora num engarrafamento cruel e com aquele calor, as pernas doíam, a fome...levantei desci no próximo ponto e fui pra casa andando, indignada com o trânsito, com o calor com aquele povo todo na rua. Em casa, a porcaria do computador não queria conectar e esse calor... Talvez seja por ai mesmo...Hoje tem duas festas, ir em alguma delas é não viver o que tem de ser vivido depois desse dia amargurante, ou quem sabe não ir a nenhuma delas é que seja... Hoje só uma certeza: a de que amanhã é sábado.
E ai derrepente a gente acorda com sono, vai fazendo o café e começa a reparar que dormiu bem pra caramba, ou nem foi isso, enfim, que a vida está ai, e meu deus! Vamo que vamo! Uma coisa emenda na outra seguindo o fluxo, não, não pare na pista, é muito cedo pra você se acostumar! Já dizia o velho Rau!Toca Rau então aiiiiiii
Wednesday, February 25, 2009
Sou na vida uma coisa perdida, dessas que não sabem ao certo pra onde vão e nem por que vão, mas tenho em mim pelo menos uma coisa, o querer. Nem sempre sei ao certo o que quero, mas quero. Quero muito, quero à todos quero a vida nua e dilacerante entrando em minhas veias, pele e cabelos.
Carnaval
A chuva caía fina e delicada como os ares daquela noite. O carnaval, as pessoas, as luzes os tambores, os batuques, os tamborins, tudo era uma coisa só. As pessoas no carnaval abrem suas portas aos estranhos, naquela noite muitas portas se abriram. A vida estava sendo, tão ela, assim, fluindo como as águas de uma cachoeira sobre as pedras deslizantes, de uma lisura própria. Ou como a penugem dos pêssegos maduros e suculentos, uma membrana leve que envolve toda uma vida. Assim ia a madrugada, entre amigos e risadas entre pessoas e batucadas. Os passos nas calçadas e que dominavam as ruas parando os carros, eram de amor de paz de vontade de viver e estar junto com as pessoas. A troca ditava o tom da noite. Os olhares comunicavam estados de alma, vontades e quereres. Com os cabelos molhados, conversava-se sobre tudo e todos e dentro de cada um fazia-se um comichãozinho a cada troca de gestos, palavras e olhares. Um leve sorriso brotava em cada rosto daqueles que estavam lá, sendo. Naquela madrugada fomos. Todos fomos aquela noite, linda, suave e delicada.
