Tuesday, August 19, 2008

felicidade besta

Acordei mais cedo do que o despertador, como frequentemente vem acontecendo.
Fiquei mais um pouco na cama, espreguiçando.
Pensei que dali a alguns minutos estaria tomando café com leite e isso me deixou extremamente contente, assim de uma felicidade besta, besta mesmo.
É que eu adoro café, e especialmente o daqui de casa, da nossa cafeteira italiana.
Alias é uma vantagem e uma desvantagem ter uma cafeteira dessas. È bom porque aqui sempre se toma um bom café, forte.
E é ruim porque demorei um tempão pra aprender a coar café, o que é extremamente necessário quando estou fora de casa, viajando ou na casa dos outros e não estou com vontade de tomar café fraco, o que de fato nunca estou.
Enfim, o fato é que me surpreendi com essa minha alegria matinal, ainda mais quando conclui que o simples fato de tomar um bom café com leite quando se está com vontade já faz valer à pena a gente ter nascido.
E foi assim também que essa alegria besta me acometeu alguns dias antes quando reencontrei um amigo de curso. Naquele dia eu estava torcendo por poder fazer aquela oficina, pois não tinha sido selecionada e enquanto esperávamos a professora, o meu amigo dobrava papeis, desses de cartões de balada, com muita destreza e afinco. Eu estava prestes a perguntar se ele tinha feito um curso de dobraduras e o que é que ele estava fazendo, quando ele me disse que estava fazendo uma caixinha e que era pra eu guardar o meu nariz (sim, o curso era de clown) dentro dela. Eu quase que não coube em mim de tanta felicidade, e disse pra ele que mesmo que eu não pudesse fazer o curso, o meu dia já tinha valido a pena, pelo simples fato de ele ter me dado aquele presente. E pensei que aquilo valia também para o fato de que estava sol, o lugar da oficina era muito bonito e porque eu tinha dormido bem.

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